Quinta-feira, Novembro 05, 2009



Hm, hm, zifio.

Sexta-feira, Outubro 23, 2009

Sem esperança, você não é nada.

Momento de registrar coisas boas acontecendo, ou querendo acontecer na vida:

1) Estou na reta final da Pós-graduação em Novas Mídias. Terminando esse curso...

2) ...no ano que vem poderei começar a buscar espaço nas salas de aula, lecionando. Acredito que me darei muito bem fazendo isso. Mas ainda falta a monografia...

3) ...da qual já defini o tema, ainda que em linhas gerais. Estou empolgado para trabalhar nela, principalmente porque consegui casar o tema de estudo...

4) ...com um projeto que está agora em processo embrionário. QUANDO for viabilizado, me dará a oportunidade de realizar um dos meus desejos mais antigos e profundos, trasformando-o em trabalho. Esse projeto...

5) ...nasceu de uma conversa com alguém que divide comigo esses interesses/sonhos/desejos. Uma pessoa com disposição pra uma grande parceria nessa ideia toda. Ela é uma das melhores coisas nisso tudo (dizer que "é a melhor" seria encher demais a bola, e de vez em quando eu evito fazer isso). E já está acontecendo.

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Até os confins do mundo
O Viajante

Quarta-feira, Outubro 21, 2009

Só pra relembrar.

Terça-feira, Outubro 20, 2009

Where is my mind? Where is my mind?

Terça-feira, Setembro 29, 2009

Sobre o texto Newspapers and Thinking the Unthinkable, de Clay Shirky.
em português aqui: jornais e pensando o impensável.

Há um desafio tremendo em avaliar quais das ferramentas que surgiram recentemente representarão, no futuro e a longo prazo, um marco histórico neste período caótico de transição pelo qual estamos passando. O próprio Shirky afirma isso claramente: assim como no período após a criação da imprensa por Gutenberg, não se sabia qual inovação se mostraria como um ponto de mudança crucial. O que causará a transformação e/ou substituirá os conceitos e as instituições que temos hoje? O que será do jornalismo após essa fase? Simplesmente não se sabe. “Se o modelo antigo se quebrou, o que vai funcionar para substituí-lo? Nada funcionará, e tudo pode funcionar.”

Para realizar este esforço de imaginação, no entanto, devemos observar o que está de fato acontecendo. Com a democratização dos meios de produção a troca de informação está cada mais regionalizada, profusa e feita por amadores – absolutamente por qualquer pessoa, na verdade. Os aspectos da interatividade e mais recentemente o conceito de colaboracionismo e intervenção no conteúdo são irreversíveis. Tendo em vista esses fatores, percebe-se uma das principais mudanças no jornal impresso – e o que quer que venha a substituí-lo, considerando sua natureza mais investigativa, crítica e aprofundada – será a necessidade de constante confronto de opiniões, com espaço para a discussão entre autor e leitores, leitores entre si, etc.

Numa revolução das proporções desta que estamos vivenciando, estamos sujeitos a nos prender aos moldes antigos, incapazes de visualizar o que, por isso mesmo, torna-se impensável. É como, de acordo com Shirky, os grandes jornais se prepararam para o advento da Internet. Estavam buscando uma forma de preservar a maneira antiga de produzir e vender os jornais num mundo onde o conteúdo é reproduzido de forma massiva, barata e ao alcance de todos. Tentaram preparar-se para a Internet e se depararam com o inimaginável de que ele fala. Não há como refrear a abundante troca de material.

Todas as transformações, todas as ferramentas que se destacam hoje na grande rede são extraordinariamente recentes, mas a forma como se popularizaram e ganharam adeptos nesse curto período é igualmente formidável.

Neste ponto me parece difícil não cruzar estas informações com a Teoria da Cauda Longa, de Chris Anderson, onde esta popularização dos meios de produção tornam o consumo de nichos menos populares tão grande quanto o consumos dos “hits”. Para mim, surge a pergunta: e se este for o molde com que nos depararemos no futuro? E se, ao invés de aparecer um único meio realmente revolucionário (como um Twitter, um Youtube ou algo que os suceda), viermos a nos acostumar com uma constante sucessão de nichos, de ambientes, de redes sociais que se mostrarão continuamente mais ou menos atraentes do que outras, criadas e desenvolvidas ad infinitum?

Não seria impensável que tivéssemos, cada vez mais, para cada "hit " (ou seja, para cada Facebook ou Orkut) uma grande gama de redes sociais com diferentes propostas, coexistindo? Talvez pensar que isso venha a mudar seja a nossa forma de nos ater aos moldes antigos, os que não sobreviverão.

Quinta-feira, Setembro 24, 2009

Sobre o comentário no último post: o que seria de nós, nesse mundo cão, sem os amigos?

Domingo, Setembro 13, 2009

1) Tem gente que não gosta de você. Na verdade, existem algumas pessoas que te odeiam. Pode ser porque você fez algo pra elas. Pode ser que você não tenha feito nada. Pode ser que você tenha feito algo, mas que não justifica alguém te detestar por isso. Não importa.

2) Casamento era uma mera aliança política, depois econômica. Uniões estratégicas entre famílias. O conceito de "casar por amor" é muito recente, e igualmente estranho e controverso para a grande maioria. Durar para sempre é bastante improvável. Mas é o que esperam de você. A outra opção? Zanzar por aí sem compromisso e passar a velhice sozinho.

3) A infância é um conceito cultural, não biológico. Nas idades Antiga e Média, quem sobrevivia aos primeiros anos já tinha que estar apto a enfrentar o mundo e seus males. Gutemberg e as escolas, por consequência, mudaram isso. Num mundo letrado, onde é preciso acumular conhecimento antes de "virar adulto", os humanos mais novos são isolados numa realidade protegida do mundo. Agora isso está mudando de novo, com o acesso constante e ilimitado a todo o tipo de informação, informações não limitadas às bonitinhas que vem nos livros de escola, graças a TV e sobretudo à Internet. Mas basicamente é isso: a melhor fase da sua vida não existe de verdade.

4) Não dá pra dizer que Deus não existe. Mas também não há modo de provar que existe. Assim como você não pode negar a existência de unicórnios, duendes ou o monstro do lago Ness. Mas a possibilidade de ele ser "o Papai Noel dos adultos" é imensa.

5) Amor, paixão, raiva, irritação, alegria, saudade... são apenas reações elétricas e químicas no nosso corpo. Mais especificamente no grande centro, o cérebro. O que entendemos por "sentimento" são fenômenos, como sal-de-fruta efervescendo no copo d'água, pólvora em ignição ou uma lâmpada acendendo. Só que acontecem dentro de um sistema complexo de químicas englobadas capaz de unir todas essas percepções sensoriais e criar a ilusão de um Eu, uma entidade, ao que damos o nome de consciência.

6) Você vai morrer. Não "um dia", "lá na frente", "quem sabe". Você VAI. Pode fazer o que quiser, virar presidente, ir à lua, ser popstar. Mais adiante tem o fim da linha. E não, não existe alma eterna. A consciência, mencionada ali em cima, não tem como continuar depois que o sistema colapsa. E nem por quê. No fundo a gente sabe que viver pra sempre (seja como espectro, ectoplasma, anjo com harpa ou reencarnado como mosca, cachorro ou salamandra) não faz o menor sentido. E esse fato não muda só porque não pensamos nisso, ou evitamos de pensar. Mas como disse La Rochefoucald, "nem o sol nem a morte podem ser olhados fixamente".

Não há verdade absoluta nestas afirmações. Não há verdade absoluta. Na melhor das hipóstes ela até existe, mas é impossível de ser atingida, vista, compreendida ou alcançada. A gente escolhe o que tem a ver com o que pensamos, nossas crenças, ou o que nos é conveniente.

Quinta-feira, Setembro 10, 2009



Terça-feira, Agosto 11, 2009

Agora foi. R$ 187,00 comprometidos pelos próximos 12 meses.

Segunda-feira, Agosto 03, 2009

Frase que recebi por e-mail, supostamente de autoria de Eça de Queirós. "Os políticos e as fraldas devem ser trocados frequentemente, e pela mesma razão".
Descobrir que existe um meio onde você não se encaixa mais é ruim, mas é bom. Melhor saber do que ficar na dúvida.

Domingo, Julho 26, 2009

Direto do túnel do tempo. Frames de um vídeo de 1987, feito na nossa casa em São Paulo. Enviado pelo cunha. Tkz, man.

Eu - 6 anos.

Mana - 3 anos

Eu e a mana

Sexta-feira, Julho 24, 2009

Em certos momentos de lazer, descontração ou prazer (como viagem de férias, cachaçada com os amigos ou um encontro legal) nos desconectamos do mundo, abandonamos momentaneamente nossa realidade.

Ao retornar às nossas tarefas diárias, podemos passar por um momento interessante - e por vezes assustador - onde enxergamos nossa vida de fora, ou seja:

Quando precisamos retornar ao nosso cotidiano após esse breve "afastamento", temos uma oportunidade singular de contemplar as situações que estamos vivendo, de forma mais crítica e objetiva.

Convém valorizar esses momentos. São uma chave para começarmos a mudar as coisas que atravancam nossa felicidade e bem-estar.

Segunda-feira, Julho 20, 2009

Recebi este e-mail do meu tio, que é português. Muito esclarecedor.

A lógica portuguesa

Brasileiro faz piada com português, por não entender que os dois povos têm lógicas diferentes. O português, mais literal, cultiva um preciosismo de sintaxe. Vejam só:

1) Uma conhecida dirigia por Portugal, quando viu um carro com a porta de trás aberta. Solidária, conseguiu emparelhar e avisou:
- A porta está aberta!
A mulher que dirigia conferiu o problema e respondeu irritada:
- Não, senhora. Ela está mal fechada!

2) Outro brasileiro, conhecido nosso, estava em Lisboa e numa sexta-feira perguntou a um comerciante se ele fechava no sábado. O vendedor disse que não. No sábado o brasileiro voltou e deu com a cara na porta. Na
segunda-feira, cobrou irritado do português:
- O senhor disse que não fechava!
O homem respondeu:
- Mas como vamos fechar se não abrimos?

Trata-se realmente de um povo admirável, que tem mais cuidado com a língua pátria do que com a lógica das piadas.

3) Um amigo jornalista hospedou-se há um mês num hotel em Évora. Na hora de abrir a água da pia se atrapalhou, pois na torneira azul estava escrito "F" e na outra, preta, também "F". Confuso, quis saber da camareira o porque dos dois "efes".
A moça olhou-o com cara de espanto e respondeu, como quem fala com uma criança:
- Ora pois, Fria e Fervente. [tá, essa me assustou um pouco
]

Acrescento o acontecido com o meu amigo Pompilho.

4) Em Lisboa, a passeio, resolveu comprar uma gravata. Entrou numa loja do Chiado (bairro de lojas finas) e, além da gravata, comprou ainda um par de meias, duas camisas sociais, uma pólo esporte, um par de luvas e um cinto. Chorou um descontinho e pediu para fechar a conta. Viu então que o vendedor pegou um lápis e papel e se pos a fazer contas, multiplicando, somando, tirando porcentagem de desconto, e ele, intrigado, perguntou:
- O senhor não tem máquina de calcular?
- Infelizmente não trabalhamos com electrônicos, mas o senhor pode encontrar na loja justamente aqui ao lado....

5) Meu irmão morou por um ano em Estoril e contou-me que lá, num certo dia, meio perdido na cidade perguntou ao português:
- Será que posso entrar nesta rua para ir ao aeroporto?
- Poder o senhor pode, mas de jeito algum vai chegar ao aeroporto...

6) Tem aquela, famosa, do escritor Luiz Fernando Veríssimo. Chegando em Lisboa bem no final da tarde, pegou um táxi e, indo para o hotel, travou o seguinte diálogo com o motorista:
-"A que horas escurece em Lisboa?" E o motorista respondeu:
-"Em Lisboa não escurece!" E o Veríssimo, curioso:
-"Não? Porquê?"
E o luso:
-"Porque ao escurecer acendemos as luzes..." [Veríssimo tá em todas, vai saber se essa é verdade]

7) O brazuca estava em um prédio e queria ir pra um andar superior. O elevador abriu, tinha uma pessoa dentro. Ele então perguntou:
- Esse elevador sobe?
E o português:- Ora pois, tanto sobe quanto desce!
Pra mim é como se fosse hoje! Curti pra caramba essa idéia. Quem mandou o link foi o Marcelo Tas, via Twitter. Se na época do primeiro pouso na lua - que hoje faz 40 anos - já existisse a internet?

É possível seguir os astronautas pelo Twitter, ver fotos e vídeos da época e ouvir em "tempo real" toda a transmissão via rádio da Nasa (o Centro Espacial Kennedy em Houston) com a Apollo 11 (no momento em que estou postando, na órbita da lua, com o módulo lunar separado do principal e preparando-se para a descida à superfície da nossa vizinha. Como disse um amigo, "dá até arrepau no pio".

Ah, claro, o link. Título inspirado do discurso de JFK, onde desafiou os EUA a chegarem à lua em uma década. We Choose The Moon!
Corrida de 15 minutos pra voltar a me exercitar. Experiência de quase morte.

Quinta-feira, Julho 16, 2009

Sucesso absoluto. Todos os objetivos foram cumpridos. A documentação vai ser encaminhada para Lisboa e dentro de algumas semanas terei a cidadania portuguesa. Foi uma facada monstruosa, o processo todo. E ter feito tudo isso assim, correndo, não me permitiu parar pra pensar muito.

Foi algo do tipo "caramba, tais há tanto tempo querendo fazer isso, a oportunidade apareceu, vai e agarra!" Agora eu fiz. Um pouco mais do salário de um mês inteiro do meu emprego atual se foi nesse preocesso todo. Talvez seja meio tarde, mas antes tarde do que nunca. Hora de se perguntar o que faço com isso?

Oras, qual o objetivo de ter um passaporte europeu? A única resposta lógica é: trata-se de um grande facilitador pra fazer as coisas lá fora. É ter um privilégio para experimentar uma vivência no exterior, coisa que o próprio histórico desse blog-diário não me deixa esquecer que é um sonho, um desejo profundo e antigo meu.

Acho que a melhor pergunta é: Gabriel, o que vais fazer agora?

Terça-feira, Julho 14, 2009

Depois de um milhão de anos, a possibilidade de conseguir a cidadania portuguesa vai se concretizar. Vamos eu e a mana: precisamos de um carimbo do Itamaraty na nossa certidão de nascimento, o que conseguiremos em Floripa, e entregar a documentação no Consulado Português, que é em Curitiba. Saio daqui amanhã de manhã.

Agora vai.
Sabia que eu tinha um super poder.

Preciso ir no supermercado.